sábado, 6 de junho de 2015

Hora das Sinopses: Flavia de Luce (e o teatro das marionetes)

      ~Ooi, pipous! Sei que tem uma semana que não venho ver vocês (>.<) Mil desculpas pelo atraso e tudo o mais, a escola está um caos total com essa coisa de projeto de física.

      Bem, hoje eu vim falar sobre algo muito mais produtivo e importante do que milhões de jogos juntos: livros. Sobre um em especial, que vai dar início a esta série, a Hora das Sinopses, na qual eu vou falar das maravilhas que andei lendo por aí. Novos, antigos, clássicos, futuristas, vou falar de todos. Do que tratam, o que ensinam, e que nota dei a cada um deles, óbvio.

      Então, lhes apresento essa primeira maravilha, que foi concebida pelo autor premiado Alan Bradley:

Flavia de Luce e  Teatro das Marionetes (2010)



      O livro da série As Crônicas de Flavia de Luce traz a segunda aventura dessa garotinha, que com apenas onze anos, já se tornara uma ávida mente detetivesca. Com um interesse formidável em química e uma inclinação para investigação criminalística, Flavia é a caçula de sua família, e de longe a peça mais estranha da casa. Sua história? Odiada pelas meio-irmãs Daphne e Ophelia por ter nascido, Flavia vive perambulando pelos bosques das redondezas de sua casa, e pelo seu laboratório de química, único refúgio que tem para fugir da solidão que é viver naquela mansão.
      As coisas são bem calmas na mansão, até chegar um teatro de marionetes na cidade, comandado por Rupert Porson e sua bela assistente, Nialla.

"Ai, mas não há nada de interessante nisso!"
   
      Okay, considere que em seu primeiro show na cidade, Rupert caia morto no meio do palco, e a polícia reconheça o caso (dadas as evidências) como assassinato. Quebrou seu tédio agora? Quem você acha que vai investigar às escondidas esse caso? E quem você acha que será pego?
      São perguntas que a brilhante tampinha Flavia vai responder, uma a uma, numa investigação que desenterrará fantasmas esquecidos de outro assassinato. Para isso ela desafiará a polícia, a moral e os bons costumes, até achar o culpado.

      Pessoalmente, o início do livro não me surpreendeu. Achei um pouco extenso demais no quesito descrição de interiores, ou talvez tenha sido essa a intenção do Mr. Bradley ao combinar a trama, que envolve teatro, com a escrita que me lembra um pouco uma peça. De qualquer maneira, enrolei algumas vezes para adiantar a leitura, lia umas cinco páginas por dia (a minha média é de 30). Fora a primeira frase da trama, que é (*CAUTION: SPOILER*) "Eu jazia morta no pátio da igreja" ,o livro só realmente captou minha atenção a partir da chegada do Teatro. A maneira como ele descrevia a relação perturbada entre Porson e sua assistente, e o jogo de palavras e ideias que o autor imprimiu - certamente foi proposital, esse cara é um gênio - me deixou com certa dúvida se as irmãs odiavam Flavia ou se apenas a achavam esquisita e tinham uma certa tendência a praticar o bullying familiar por osmose. O que realmente me deixava com... Certa preguiça, talvez, de ler mais páginas por dia era a tendência do autor a delongar em descrição. Ele costuma descrever tudo, com bastantes adjetivos. Dá para criar uma imagem nítida da cena na mente, mas isso além de tornar o progresso do leitor mais lento, na minha opinião, tira dele a liberdade de imaginar do jeito que sua mente desejar, tira dele aquele leque de possíveis aparências que a trama teria e que para mim é o mais importante - cada tipo de leitor imagina de uma maneira, e quando duas pessoas que leram o mesmo livro debatem, suas imaginações podem aumentar a variedade de interpretações da história. Em contrapartida, a minha impressão foi que, a partir da morte de Rupert, a leitura se torna menos densa, não sei se foi impressão minha, mas percebi isso. Passei a ler mais do que cinco páginas por dia, e acompanhei mais de perto os personagens secundários, ao invés de me prender à protagonista, como fazia na primeira parte da história. O final foi o que mais surpreendeu - e essa é a característica das histórias do Alan Bradley. Como escritor de romances investigativos, ele é bem entendido do conceito de fator surpresa. Agora, se quiser saber qual deles ele utilizou nesse livro, sugiro que vá à livraria mais próxima ;)

Nota: **** (o máximo é de seis estrelinhas)
Sobre o Autor: 

      Alan Bradley nasceu no Canadá de 1938 e se formou como engenheiro. Trabalhou na Ryerson University quando ainda era chamada Ryerson Polytechnical Institute, em Toronto. Começou escrevendo histórias divertidas para crianças, e foi membro-fundador da The Casebook of Saskatoon. Em 2007 ganhou o prêmio Debut Dagger pelo livro que antecede esse que falei, Flavia de Luce e o Mistério da Torta.

Ficou interessado? Semana que vem tem outra resenha. Ah, e para quem ainda não viu, lá no final do feed tem uma lista relativamente curta de sugestões de leitura, que eu atualizo sempre que termino um bom livro.

Nos vemos no próximo post? Beijinhos de luz ;** e BYE

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