sexta-feira, 29 de maio de 2015

Marina

Ela sorria e sibilava,
Sibilava e sorria,
Talvez nunca fosse,
Mas era sombria.

Talvez nunca usasse
Palavras vazias,
Mas sempre estivera
A jurar mentiras.

À noite em sua mente
Contava as mentiras
Na verdade eram
Verdades sombrias

Ela não saíra
Por que não ficara?
Porque detestava
As preces tardias

Escrito em seus lábios
Seu nome, Marina
Morreu sibilando
Enquanto sorria.